História




AROMATERAPIA: Uma prática que começou na Antiguidade



 
 
 


EGITO



Durante o periodo neolítico do mundo Oriental, entre 6 e 9 mil anos atrás, o homem descobriu que plantas, como a oliva, o cástoreo e o gergelim, continham um óleo gorduroso, que podia ser extraído por meio de pressão. Sem dúvida começou-se a usar os óleos esfregando-os na pele e em seus cabelos. Vendo que se tornavam rançosos após algum tempo e cheirando mal, é possível que tenham começado a perfuma-los com ervas aromáticas da época.

Considerando-se o período em que viveram, os egípcios eram incrivelmente avançados, como exemplo: as incríveis obras das pirâmides. Enquanto os chineses estavam desenvolvendo a acupuntura, os egípcios estavam, entre outras coisas, aprendendo a conhecer as essências naturais.

Estes consistiam principalmente de sombra dos olhos (kohl negro), e de vários unguentos e pomadas para dar beleza à aparência.

Foram recuperadas caixas de cosméticos muito belas, datadas da décima segunda dinastia (ca. 2.000 a.C.). Essas caixas continham pequenos jarros e potes de pedra, que continham alguns dos cosméticos mencionados, inclusive unguentos perfumados.

Os potes eram feitos de calcita e o conteúdo, já solidificado, revelou mais tarde a presença de olíbano e de algo parecido com nardo indiano.

Existem papiros que registram o uso de ervas antes do reinado de Khufu, que construiu a Grande Pirâmide por volta de 2.800 a.C.

Papiros da época mostram que os médicos egípcios tinham profundo conhecimento das propriedades de um grande números de ervas. Existem inúmeras receitas para tratar vários problemas de saúde. Geralmente se mencionava muito a palava "incenso".

O Incenso citado deve ser a mirra e o olíbano, ou uma mistura de ambos. Fazia-se pequenas bolas com eles para a queima em um incensório. Essa prática era muito usada em rituais religiosos e para "afastar os maus espíritos" que causavam as doenças. Esses produtos aromáticos também eram muito usados em medicamentos e preparações cosméticas.

Seus preparados aromáticos eram mantidos em frascos, vasos ou potes feitos de alabastro, ônix, vidro, etc. Os aromáticos mais utilizados eram: mirra, olíbano, cedro, orégano, amêndoa amarga, nardo, henna, junípero, coriandro, cálamo, ládano, canela, elemi, alecrim, hissopo, cravo, noz moscada, gálbano, cipreste, menta, acácia, citronela  e outras plantas nativas.

Já foi comprovado que os egípcios usavam o óleo de cedro em suas mumificações, e provavelmente fosse o óleo puro, resultante da compressão da madeira.

O povo egípcio nao era o único a usar produtos aromáticos nessa época. O óleo de cedro era bastante apreciado na Babilônia também, e usado em óleos, unguentos para a pele e cabelos, e fazia parte de todos os cosméticos mais caros. Era também usado na conservação de papiros, os livrando de insetos. O uso do cedro e da mirra em mumificações, constata o poder anti-séptco dos óleos aromáticos.



 
 
 



GRÉCIA



Os gregos aprenderam muito da perfurmaria com os egípcios, bem como as propriedades e usos dos aromáticos. Heródoto e Demócrates que visitaram o Egito no séc. IV a.C., declararam que o povo era mestre na arte da perfumaria.

Os gregos atribuíam uma origem divina a todas as plantas aromáticas. Na mitologia grega, a invenção dos perfumes é atribuida aos deuses. O uso de remédios e cosméticos aromáticos era comum na Grécia e no Egito. Era costume dos gregos mais abastados untar partes diferentes do corpo com essências diferentes.

Os gregos e romanos e todas outras civilizações "perfumadas" da antiguidade, não viam problemas no fato dos homens se perfumarem de modo tão luxuoso quanto as mulheres. Muitos dos perfumes eram usados também por suas propriedades medicinais. Um dos mais famosos perfumes gregos era chamado Megalieon, em homenagem ao seu criador, Megallus. Além de usado pelo seu aroma , também era usado para reduzir inflamações e curar ferimentos da pele, uma vez q continha uma boa dose de Mirra, poderoso anti-séptico e cicatrizante. Os gregos usavam para massagear o corpo, unguentos contendo menta, tomilho, manjerona... E também conheciam o efeitos das essências florais para o emocional e a cosmética, como as de rosas, lírios, narcísios, etc.

Mais grega, do que egípcia, Cleópatra, a última das rainhas do Egito, tem sua imagem amplamente ligada à perfumaria e cuidados com a beleza. Já disseram que sua beleza não era tão notável como retratou o cinema, mas que a sedução que exerceu nos homens, e em especial em Marco Antonio, foi conseguida com seu uso liberal dos perfumes e seus preparados cosméticos, que continham uma ampla variedade de produtos aromáticos.










ROMA



Os romanos eram ainda mais liberais no uso do perfume que os gregos. Eles usavam 03 tipos de perfumes: ladysmata (unguentos sólidos), stymmata (óleos essenciais) e diapasmata (perfumes em pó).

Os óleos essenciais mais famosos eram: susinum (feito de mel), cálamo, cinamomo, mirra, açafrão e o nardinum, que era uma mistura de cálamo, costus, cárdamo, melissa, espicanardo e mirra. Os romanos usavam para perfumar os cabelos, corpo, roupas, casas, camas e até suas bandeiras militares. Grandes quantidades de óleos essenciais e unguentos eram utilizadas para massagear o corpo nos banhos públicos e em casa. Nessa época que se começou a usar em grande escala a Lavanda, muito utilizada nos banhos romanos, assim como a Manjerona.

Um dos maiores curadores de todos os tempos, foi sem dúvida, Jesus Cristo.
Ele usou óleos aromáticos para curar, como é relatado em várias passagens da Bíblia, os chamados "óleos santos e bentos". Entre as ervas e óleos citados na Biblia, destacam-se: mirra, cedro, bálsamo (benjoim), hissopo, murta, sândalo, cassia, cipreste, olíbano, gálbano, ládano (cistus), nardo, entre outros.

Quando Roma caiu, os romanos sobreviventes fugiram para Constantinopla, e seus conhecimentos de perfumaria foram com eles.











Outras Manifestações:




Os textos indianos clássicos sobre ervas, os Ayurvedas, foram escritos mais ou menos na mesma época em que reinavam as últimas dinastias do Egito. Boa parte dessas preparações continham ingredientes aromáticos.

O sândalo sempre foi muito usado pelos indianos, tanto em incensos e preparados cosméticos, como em unguentos consagrados para ungir a cabeça de reis e sacerdores.

Na Índia, se fabrica um unguento perfumado chamado urgujja, contendo sândalo, aloe, rosa e jasmim. Outro unguento também muito famoso é um preparado com raiz de usira (provavelmente o que conhecemos por vetiver), esse era usado para baixar a febre de enfermos.

A unção do corpo com óleos aromáticos ainda é muito popular também em partes da África, ajudando a proteger e hidratar a pele ressecada pelo sol escaldante. Usam principalmente óleo de palmeira e de coco, perfumados com óleos de ervas e madeiras aromáticas.

Na antiguidade, culturas árabes e indianas eram detentoras desse conhecimento sobre a extração e destilação de óleos e perfumes naturais. Conheciam o poder medicinal de óleos, unguentos, pós, banhos, e usavam em suas receitas ervas e plantas como: manjerona, dill, tomilho, camomila, funcho, menta, hisspopo, agarwood, manjericão, cardamomo, champaca, cravo, coriandro, costus, jasmim, pandanus, pinho, açafrão, sândalo, âmbar, patchouli, almíscar, nardo e rosas, entre outras.





 

 
 



A Aromaterapia como Terapia


 


Em 1928 foi publicado o Livro “Aromathérapie” pelo químico francês Rene M Gattefossé, considerado o descobridor da Aromaterapia Moderna.

Para Gattefossé, o óleo essencial da Lavanda teve uma grande importância nessa descoberta. Certa vez, trabalhando em seu laboratório, o químico se queimou com água fervente e instintivamente mergulhou a mão em um vidro cheio de óleo de lavanda afim de parar a dor.

Ele percebeu que o ferimento sarou muito mais rápido que o normal e sem deixar nenhuma cicatriz. Notou então que os óleos essenciais não possuiam apenas propriedades aromáticas, mas também medicinais.

Isso fez com que Gattefossé se dedicasse a partir dali, ao estudo ciêntifico dos óleos essenciais e suas propriedades, criando assim a Aromaterapia, como conhecemos hoje: uma terapia natural e eficaz para se alcançar o bem estar.










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